Hoje e em família, semeámos uns alvéolos. E a saber foram 170 couves galegas, cujo principal uso será a alimentação das galinhas, mas não só, pois eu por acaso gosto bastante delas cozidas ou em tipo de esparregado com um alhito ou dois... ora se já estou em pormenores culinários...deixa cá ver, exacto, é perto da hora de jantar.
Das couves da sertã não temos a certeza que o sejam, mas esperamos pela positiva. Eram sementes pertencentes ao meu falecido sogro, e era algo que gostaria de preservar as sementes, por vários motivos, mas um deles é mesmo a sua memória.
Existem várias maneiras de prestar memória, e eu creio, que esta é uma bastante positiva, e em certa maneira, prolongar vida, sendo que as raízes de vida deixadas por um ser ao longo de uma vida, são várias e disformes.
Confundem-se com tempo(s) e espaço(s), entrecruzados por centos de outros seres.
Confundem-se com tempo(s) e espaço(s), entrecruzados por centos de outros seres.
Bom, de qualquer maneira, de não forem as ditas couves da sertã, serão nabos, seja como for, a intenção é preservar as sementes.
Também debulhei hoje o milho que preservo há 2 anos. Por pouco não o perdia todo, pois desleixei-me, ainda assim, e em apenas 2 m2 recolhi estas sementes:
Duas reflexões rápidas:
A primeira, é que ao desleixar-me na preservação das sementes, levado ao extremo poderia significar fome e até a extinção da cultura. Isto é o extremo. Mas o descuido provém do à vontade em mim enraizado, duma sociedade de excesso, onde ainda dou por adquirido que há sempre alguém a quem recorrer. Além disto, tenho de partilhar algumas destas sementes num banco de sementes.
A segunda, é que nunca me deixo de fascinar, com a quantidade de sementes retiradas comparadas com as sementes semeadas.
Espanto-me sempre com a enorme riqueza e generosidade da natureza, ou do sistema a que estamos sujeitos.
A primeira, é que ao desleixar-me na preservação das sementes, levado ao extremo poderia significar fome e até a extinção da cultura. Isto é o extremo. Mas o descuido provém do à vontade em mim enraizado, duma sociedade de excesso, onde ainda dou por adquirido que há sempre alguém a quem recorrer. Além disto, tenho de partilhar algumas destas sementes num banco de sementes.
A segunda, é que nunca me deixo de fascinar, com a quantidade de sementes retiradas comparadas com as sementes semeadas.
Espanto-me sempre com a enorme riqueza e generosidade da natureza, ou do sistema a que estamos sujeitos.
Sem comentários:
Enviar um comentário